"Diagnóstico não é destino"

Triathlon

Ciclo de treinamento Ironman 2017 versus 2018

CLG17IMB11447 imagem Fernanda Ironman

Para quem nunca fez um ironman ou não entende de triathlon, vou explicar um pouco as principais diferenças entre meu ciclo de treinamento para o IMB 2017 e para esse de 2018.

O treino especifico (de volume) para ironman é realizado 10 semanas antes da prova, mas antes disso o atleta já vem treinando a base, ou seja preparando o corpo para o que vai vir.

Para começar para 2017 eu fiz toda a base e entrei bem nas 10 semanas especificas, estava me sentindo bem e forte. Para esse IM eu estava desde o anterior sem treinar (28/05/2017), porque um mês depois eu tive o diagnóstico de Espondilite Anquilosante.

Fui liberada para começar a treinar leve em março de 2018, ou seja quando faltavam 13 semanas para o iron, então tive 3 semanas de base.

Vou dividir as 3 distâncias para ficar mais fácil o entendimento.

Natação

2017: nadava de 10.000 a 12.000 semanal, sempre 4 vezes por semana, e as vezes no final de semana.

2018: no máximo de 6.000 a 8.000 por semana, isso nas semanas que consegui ir 4 vezes, o que foi muito raro, a maioria eu nadava 3 vezes, quando não ia era porque estava em crise.

Conseguia fazer todas as variações de intensidade da natação, de lento ate o máximo possível. Este ano não consegui passar do moderado, pois perdi mobilidade do quadril e isso atrapalhou muito a minha pernada, e quando tentava bater mais perna, sentia muita dor durante e após.

Ciclismo

2017: pedalei várias vezes de 140 km a 150km, e fiz os 180km (distância da prova), por mais que não pedalava rápido eu tinha o cardiorrespiratório bom, tinha resistência. Treinei muito morro.

2018: pedalei algumas vezes 140km, uma vez 150km, sendo esse a maior distancia que eu fiz. Os outros pedais forma menores que 100km. Dessa vez não treinei morro, para não forçar a coluna vertebral.

Corrida:

2017: corri muitas vezes mais que 20km, 22, 24, 26, 28km. Fiz um treino de 30 e um de 34km, e em todos em me sentia muito bem, estava com uma excelente resistência, nunca fui rápida, mas estava na minha melhor fase. Treinei muito morro. Fiz muita pista, ou seja treinos de tiro.

2018: corri 10km, 12km, 14km, 16km, duas vez 21km e a maior distância foi 31km somente uma vez. Não treinei morro, também para preservar a coluna, também não fiz nenhum treino de tiro.

É claro que distância/volume não é tudo, mas esse volume é importante sim, é ele que te faz ficar resistente ao sofrimento dos treinos, enquanto os treinos de tiro (treinos em que o atleta da o máximo de si) nos deixam mais rápidos.

Bom, essa não foi minha realidade, em 2017 eu estava forte fisicamente e mentalmente, me sentia totalmente pronta para realizar a prova.

Esse ano, pode parecer loucura o que vou escrever, mas me sinto tão forte mentalmente que parece que isso supre a parte física. Não estou de maneira nenhuma subestimando a prova, sei o quanto ela é dura.

Não é fácil todos os dias olhar o instagram, e ver o quanto a galera esta treinando, o quanto estão fortes, e muitas dessas vezes eu estou deitada em crise. Enquanto escrevo isso, estou de repouso, com muita dor.

Mas algo dentro de mim, me acalma, me diz que eu vou dar conta de tudo, e que vai ser lindo!!!

As lições de quem venceu uma doença autoimune e se...
Escolha ser MAIS!

Posts Relacionados

Comentários

 

Inscreva-se para ser avisado sobre novos posts

© Copyright 2018 - Fernanda Hayde

Ventura Web Solutions

Assine o nosso BLOG e seja notificado quando houver uma nova postagem!