"Diagnóstico não é destino"

Meu diário

Um ano convivendo com a Espondilite Anquilosante

eu-no-im-2018 Imagem Eduardo Burgardt IMB2018

A palavra chave desse um ano é APRENDIZADO, acho que nunca evolui tanto como pessoa em 37 anos, como nesse último.

O começo foi sofrido, algumas inseguranças, receio de estar passando por algo novo, que eu sabia que seria extremamente doloroso, cruel, mas eu também sabia que tinha que ver o lado positivo de tudo isso.

Não cai uma folha de árvore sem ser a vontade de Deus, então eu compreendi desde o primeiro sintoma que tive, que se ele me mandou essa tarefa era porque eu sou forte o bastante para superar.

Acredito piamente que a doença começa no nosso espirito, por meio de sentimentos que cultivamos, e o diagnóstico da EA, me fez perceber que há dois anos eu já estava confusa, já não me encontrava mais naquilo em que eu trabalhava, parecia que tudo estava desconexo. Veja bem, eu amava dar aula, amo estar em sala de aula, mas algo dentro de mim, me dizia que essa não era mais a minha missão.

Com o passar dos meses, eu compreendi que a EA não é minha inimiga e sim minha amiga, ela veio para me transformar em um ser humano melhor, veio me fazer entender quem eu sou realmente, entender a minha missão, e, principalmente que tudo que eu havia passado/feito até hoje, foi para me deixar pronta para começar um novo caminho.

Eu percebi que o trilho da minha vida voltou aos eixos, as coisas começaram a fazer sentido, com a minha formação eu posso ajudar as pessoas que passam por situações parecidas com a minha, e, além disso o triatlhon entra nisso tudo, me trazendo melhor capacidade funcional e qualidade de vida.

Pois eu preciso estar bem comigo, para poder ajudar os outros, o instagram, o blog, o canal no youtube, tudo isso tem o objetivo de tentar levar para as pessoas a importância de elas compreenderem a doença que estão passando, e buscar dentro de si o que elas precisam aprender com essa situação, levar qualidade de vida.

Sei que algumas pessoas vão ler isso, e, pensar, ela fala isso porque não sabe a dor que eu sinto, não sei mesmo, cada um tem sua própria dor e reage a ela de uma forma especifica, e, a forma como reagimos a ela é muito importante para definir sua intensidade e sua duração.

Nesse momento que escrevo eu estou em crise, não consigo elevar meu braço esquerdo devido a dor, mas minha mente esta trabalhando sempre com pensamentos positivos, de que estou ótima, que é só uma fase que já vai passar.

Quantas vezes você já achou que não teria mais solução?

Nada dura para sempre, após uma prece e uma noite bem dormida, as coisas sempre melhoram, isso se você mudar seu modo de encarar as coisas, suas perspectivas. 

A foto desse post sou eu na largada do Ironman 2018 que aconteceu 27/05, indo para a largada de mãos dadas com o meu marido Jean, me passou na cabeça os meses que eu fiquei quase sem caminhar, só deitada, sem conseguir elevar os braços, a dor lancinante que eu sentia, e falei "da pra acreditar que em menos de um ano eu estou aqui, largando um IM?" a vida é incrível mesmo, Deus sabe o momento certo de cada coisa. 

Não reclame, só agradeça, tudo o que vier você fez por merecer...

Wake up and Live

Programa Fôlego - IRONMAN Brasil 2018
Você já teve alguma lesão decorrente do triathlon?

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