"Diagnóstico não é destino"

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Você tem medo de nadar em águas abertas?

IMG_0718 Imagem Lucas Folleto IRONMAN 2018
Fernanda Hayde IRONMAN 2018


Em 2015, iniciei a natação com o treinador Alexandre Moser, minha intenção na época era fazer bem para minha coluna e só! hahaha... não imaginava o que viria pela frente.

Neste mesmo ano, decidi fazer um aquathlon (900 mts de natação, 3km corrida na areia), a largada era as 11hs da manhã, esse horário o mar já esta mais mexido, mas entrei na água de boa, bem feliz, porém uma bóia se soltou e o que era 900 virou 1.200, em um mar super agitado (horrível), durante a natação fiquei com raiva, parecia que eu nunca ia conseguir sair lá de dentro hahaha, sai xingando tudo na frente, corri os 3 km e amei!

Mesmo tendo sofrido no mar, eu já queria fazer novamente, me inscrevi junto com o meu marido em um triathlon da distância Sprint (750/20 km/5km), eu iria nadar e correr e ele pedalar (revezamento), pra mim estava tudo ok, super feliz!

Quando fui pra areia para largar veio o pânico, a vontade de chorar, um desespero, eu tentava controlar, mas era maior que eu, hesitei muito para entrar na agua, mas entrei e terminei, e amei!! Não entendi aquilo, pois, quando criança sempre fui para praia, todo verão, nunca tive medo do mar (respeito sempre tive), mas sempre me senti a vontade.

É muito louco esse misto de sentimentos, uma estado surreal de pânico que você não consegue controlar e ao mesmo tempo uma euforia de estar ali. E assim foram todas as minhas provas, até eu fazer o meu 1º triathlon Olímpico em Santos/SP (1.500/40/10), no dia anterior a prova eu estava bem nervosa, lembro que eu e meu marido saímos para trotar e no final eu parei de frente pro mar, e ali eu conversei com ele o mar, disse que precisaríamos no entender, que eu não largaria o tri. Voltei pro hotel e achei um post lindo no IG da Juliany Cola Rodrigues @jujutriatleta, uma parte dele dizia assim: "decidi me entregar ao mar, entrar nele com força, coragem e muita energia".

Ler aquilo acalmou meu coração e deu super certo!!! Bom essa é minha história com a natação em águas abertas, agora deixo vocês com um profissional renomado na área.

A sensação de ter medo do mar é bem comum entre os praticantes de maratonas aquáticas e triatletas, e isso está ligado a uma série de fatores como, por exemplo, correntezas, escuridão total no momento das braçadas, possível presença de animais, o fator de não alcançar os pés no fundo.

Alguns relatos que recebo de meus atletas são que no momento de entrar ou no inicio da natação, eles simplesmente paralisaram, ou por medo de não conseguir, ou por fobia (consiste em um medo intenso que paralisa a pessoa e é absolutamente irracional); porém todos eles estavam bem treinados fisicamente.

É importante identificar o porquê desse medo e assim ir trabalhando para minimizar as causas.

Algumas dicas para quem está iniciando:

- Faça exercícios de olho fechado, isso faz com que você perca o senso de direção e também gere um desconforto durante o nado;

- Convide um amigo para te acompanhar e treine mais vezes no mar, sempre no raso e aos poucos vai ganhando confiança;

- O uso da roupa de borracha pode ser um aliado, pois ajuda muito na flutuação, mas também pode ser o vilão se você não estiver adaptado com esse material (ela aperta, tranca o movimento, sufoca). Portanto procure treinar algumas vezes com ela na piscina para não ter nenhum incômodo;

- Durante a prova encontre uma distração, contar as braçadas, imaginar coisas boas, cantar uma música, são técnicas que fazem você perder o medo e ficar mais calmo. E quando você menos espera a última boia estará na sua frente e é só curtir essa sensação boa de superação! 

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