"Diagnóstico não é destino"

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O Impacto da inatividade física na saúde global

O Impacto da inatividade física na saúde global

O reconhecimento científico de que a falta de condicionamento físico é um problema de saúde pública leva à única solução para esta questão: o exercício físico regular.

A prática de atividade física sistematizada proporciona mais benefícios à saúde do que a cessação do tabagismo ou a perda de peso. Estudos de revisão sistemática apontam que a execução diária de 30 minutos de caminhadas chega a ser oito vezes mais benéfica que a perda de peso isoladamente, duas vezes mais importante que o desmame do cigarro e que o baixo condicionamento físico mata mais do que a obesidade, diabetes e o tabagismo.

Alguns dados fisiológicos, celulares e sub-celulares, justificam a via final de melhora de condições patológica, vejamos: correr em uma esteira estimula enzimas-chaves na sinalização energética, incluindo a AMPK, por exemplo. Esta proteína remove os ácidos graxos durante a contração muscular e limita sua biossíntese. o exercício também aumenta a expressão de uma proteína de membrana, a GLUT-4, promovendo maior aproveitamento da glicose, e assim, diminui seu níveis na corrente sanguínea, reduzindo a demanda pela insulina.

Tanto treinamento resistido quanto aeróbio incrementam as funções cerebrais, tendo sido demonstrado através de imagens na ressonância magnética do crânio. Pesquisas em animais postulam que isso acontece por aumento do fluxo sanguíneo e por via de hormônios específicos como a IGF-1 e os neurotróficos cerebrais.

Conhecidas são as dificuldades e os fatores que impedem as pessoas de serem fisicamente ativas, algumas estratégias podem ser utilizadas na estimulação da população. Construção de vias públicas atrativas para caminhadas e ciclistas, abertura de caminhos em bosques e ou terrenos inutilizados e, de forma mais utópica para nossa realidade, algum benefício fiscal para pessoas que comprovem regularidade na atividade física ou prática de esportes competitivos, haja vista que estão reduzindo os custos, tanto da saúde pública quanto privada.

Fatores pessoais, comportamentais e sociais devem ser considerados pelos profissionais da saúde que atuam com o exercício e esporte para traças estratégicas eficazes no combate do sedentarismo e implementação de exercícios físicos voltados para controle de doenças crônicas.

Osteopatia
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