"Diagnóstico não é destino"

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DOR LOMBAR

Dor Lombar

  A dor lombar constitui uma causa frequente de morbidade e incapacidade, sendo ultrapassada apenas pela cefaleia na escala dos sintomas dolorosos que afetam o homem. O segmento lombar é inervado por uma rede difusa de nervos, tornando difícil determinar o local de origem da dor, exceto nos acometimentos de raiz nervosa e medula. O fato das contraturas musculares dolorosas não está acompanhado de lesão demonstrável e, por raramente necessitar de cirurgia, há escassas e inadequadas informações quanto aos achados das estruturas possivelmente comprometidas, o que torna difícil interpretar o fenômeno doloroso. Tais fatos fazem da caracterização etiológica da síndrome dolorosa lombar um processo eminentemente clinico, onde os exames complementares devem ser solicitados apenas para confirmação da hipótese diagnostica. 

As dores lombares podem ser causadas por doenças congênitas, neoplásicas, infecciosas, inflamatórias, traumáticas, metabólicas, degenerativas e funcionais. A forma mais prevalente delombalgia é a mecânica comum, que limita -se a região lombar e nádegas, raramente irradiando-se para as coxas. Pode aparecer subitamente pela manhã e apresentar-se acompanhada de desvio da coluna por dor. O episodio doloroso tem duração média de três a quatro dias, após esse tempo, o paciente volta à completa normalidade, com ou sem tratamento. Várias circunstancias contribuem para o aparecimento das síndromes dolorosas lombares como , Sedentarismo, obesidade, tabagismo, atividades laborais, síndromes depressivas, fatores genéticos , hábitos posturais, alterações climáticas podendo também contribuir para que a dor torne-se crônica. Intensidade, horário de aparecimento e outras características da dor podem apontar para o diagnóstico, exemplo na hérnia de disco durante as primeiras horas do dia, há sintomatologia de quadro doloroso agudo, intenso, com irradiação da dor para um ou outro membro inferior e que se exacerba com os esforços. No estreitamento do canal raquidiano, a dor lombar, as vezes, é noturna. 

A sacroiliíte bilateral, às vezes unilateral, consolida o diagnóstico. Na espondilite anquilosante, a dor pode ter uma característica especial: uma pseudociatalgia alternante Nesta patologia, um conjunto de cinco informações prestadas pelo paciente, que inclui lombalgia de caráter insidioso, antes dos quarenta anos de idade, com duração maior do que três meses, acompanhada de rigidez matinal e melhora com a atividade física, apresenta sensibilidade de 95% e especificidade de 85% para a sua identificação. A tomografia computadorizada e a Ressonância magnética têm indicação naquelas lombalgias e ciatalgias agudas que tenham evolução atípica e nas de evolução insatisfatória cuja causa não foi determinada após seis semanas de tratamento clínico. 

O tratamento clinico é a solução em 90% dos casos das dores lombares podendo ser feito com Repouso inicialmente, analgésicos, anti-inflamatórios, corticoides, calor local e atividades físicas, sendo o tratamento cirúrgico reservado aos casos que não apresentam resposta a esse tratamento por um período mínimo de 03 meses ou aqueles que desenvolvam déficit neurológico agudo ou na vigência do tratamento clinico.

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