"Diagnóstico não é destino"

Depoimentos

A disciplina de treinar para uma Maratona versus a Artrite Reumatóide

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Segue um pouco da minha história de superação.

Em abril de 2016, obtive o diagnóstico de artrite reumatoide e junto com ele muito dúvidas, medos e angústias.

Os primeiros meses foram terríveis, pois era uma dor constante, diária, que não passava, as noites de sono eram terríveis. Ao acordar mal conseguia mexer as mãos de dor, abrir ou fechar o chuveiro para tomar banho era uma missão árdua, tinha uma estratégia toda para conseguir.

Nas madrugadas sem conseguir dormir devido às dores, vinham às consultas ao famoso Dr. Google, onde cada matéria que lia pensava: "acabou", agora não poderei fazer mais nenhuma atividade, trabalhar como, enfim, pensava como iria criar meu filho nessas condições.

Numa dessas noites em claro por causa das crises e dores, estava lendo o livro Correr do Dr. Drauzio Varela, onde ele dizia que para manter a disciplina na atividade física ele fazia maratonas, pois para fazer uma maratona era preciso disciplina e dedicação.

Na hora, pensei "É isso, vou fazer uma maratona", com isso vou criar uma disciplina e mostrarei para essa tal de artrite quem é que manda, pois não aceitava esse diagnóstico, então, fui procurar orientação e entrei numa assessoria de corrida (Ademir Paulino), conversei com ele e montamos um planejamento para conseguir fazer a maratona em junho de 2017.

Com os treinos e seguindo o tratamento e orientações do meu médico reumatologista começava a me sentir mais disposto, mas as crises iam e vinham, mas nem por isso faltava nos treinos, pois sabia que precisava estar preparado para fazer a maratona.

Os treinos longos somados à medicação e dores me deixavam bem fadigados, me sentia um zumbi alguns dias, então, foi mais um ajuste que precisava fazer, então, comecei a buscar orientações sobre alimentação, o que contribuiu bastante nesse processo.

Ia bem, mais aí chegaram os treinos no inverno e junto a crise retornou forte, os treinos ficaram mais difíceis de concluir, mas 100% da planilha foi entregue. Em um desses treinos um parceiro de treino (Renan) me indicou um reumatologista (Thiago Bittar) que ajustou o tratamento e fomos em frente nesse planejamento.

Tratamento ajustado mais de uma vez, pois entrava remédio e melhorava, mas tempo depois já voltavam às crises, então, fomos ajustando até melhorar, estava tudo ok e faltando 15 dias para a maratona, num treino de trote, pisei num bueiro e torci o tornozelo direito, rompendo um ligamento, parecia um recado: "você não vai fazer a maratona", mas estava decidido que iria fazer.

O prazo de recuperação para essa lesão dado pela ortopedista (Luciana Garms) eram de 15 (quinze) dias, então, foram dias de fisioterapia, gelo a cada três horas e nada de treino de corrida, colocamos alguns treinos na piscina para manter o cárdio.


Foram 42 km sensacionais, nem a manhã fria e um pouco de rigidez nas mãos me impediram de curtir cada metro e ir sentindo que cada Km completado a artrite ia cansando e ficando para trás, enquanto eu seguia firme, sem dor e curtindo aquele momento.

No 35 quando as dores musculares chegaram, somado ao cansaço, só pensava que faltava muito pouco para realizar esse sonho, então, foi manter o foco pensar em como seria encontrar minha esposa e filho na linha de chegada (nos abraçamos, choramos e comemoramos juntos), além dos amigos que tanto acompanharam esse período.

Do nada, surgiu uma galera que indicava quão próximo estava a linha de chegada, aí foi abrir os braços e começar a agradecer a oportunidade de viver aquele momento, das pessoas sensacionais que conheci, os aprendizados que obtive que mudaram minha vida pra sempre.

Trago comigo (tatuado) a lembrança desse dia com a seguinte frase "A dor é temporária; o orgulho é eterno." e a imagem da minha esposa e filhos me abraçando e chorando por esta conquista.

Essa é parte da minha história de superação que mudou minha vida! Digo parte, pois hoje já foram mais duas maratonas e a vontade imensa de conquistar muitos outros objetivos.

Como você diz, muito bem, diagnóstico não é destino. 

Luciano Zauhy de Azevedo

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